sábado, 12 de fevereiro de 2011

Florêncio de Jesus Andrade

Florêncio de Jesus Andrade, o popular "Chuvinha", meu amigo há 40 anos, faleceu esta manhã no Abrigo Bezerra de Menezes, na cidade de Itabuna. Nesse momento, Dequinho está a caminho de Itabuna para trazer seu corpo, para sepultamento no Cemitério São Jorge, no Basílio.
Chuvinha ficou internado por um ano no Hospital Geral Luis Vianna Filho, teve alta na semana passada e só conseguimos vaga para ele em Itabuna. Ele não conseguia fazer mais nada sem ajuda de outra pessoa e nos últimos meses um anjo da guarda chamado Lourdinha cuidou diariamente dele no Regional. Quando foi transferido para Itabuna, Lucinha vaticinou: "lá, ele vai morrer logo". Foi uma profecia.
Chuvinha frequentou minha casa durante muitos anos e sempre respeitou a todos e sempre foi respeitado. Muito pouco pude fazer por ele. Na minha última visita no hospital, quando cheguei ele foi dizendo: 'pensei que ia morrer sem ver você'.
Pessoa de temperamento forte, vai chegar no céu reclamando alguma coisa, tenho certeza.
Nasceu em 27 de Novembro de 1944.
Que o Senhor ilumine sua alma, é a minha oração.

3 comentários:

Janine Soüb disse...

Estou triste, arrasada! Acabei de chegar de Feira de Santana, onde estava num Encontro, longe das notícias e incomunicável. Mesmo assim, o que me conforta é saber que talvez tenha sido um alívio para ele diante de seu sofrimento. Desde criança, sempre vi Chuvinha como um membro de nossa família, uma figura de presença marcante e idiossincrática, que me ensinou a respeitar as pessoas, todas iguais em suas diferenças.

ilhéus mas jovem disse...

grande chuvinha,amigo de minha familia também tio naza,grande tristeza nosso amigo chuva foi brilhar e de certeza encontrar amigos amigos ao lado do senhor

Cláudia disse...

Tio Zé,

Uma pena saber que Chuvinha se foi. Lembro dele desde que eu era pequena no Souza e ele morava na rua do Salão de Zezé, sendo uma figura presente no meu cotidiano.

Na minha infância povoava a minha fantasia pelo seu jeito de se vestir, maquiar, o chapéu, as unhas... Depois passei a encontrá-lo em sua casa, sempre alegre e conversador, mas já debilitado.

Fica uma saudade e uma tristeza por Ilhéus perder uma figura tão querida, mas também a certeza de que sua passagem foi um alento diante do sofrimento.