quinta-feira, 15 de abril de 2010

Amadorismo

Abaixo publico uma foto da divisa entre os municípios de Ilhéus e Itabuna, onde estão sendo implantados dois investimentos em Ilhéus (já aprovados, licenciados - com um em andamento) e um investimento anunciado para Itabuna. Em Ilhéus estão os projetos do Atacadão Carrefour e do Makro Atacadista. Em Itabuna pretende se instalar a Walmart.
Há noventa dias, estando sentado na fila da CEF - Agência Jorge Amado, um cidadão, dirigindo-se a mim, disse que era "uma mentira a notícia do governo informando da implantação do Carrefour no Salobrinho". Para o cidadão, o local do empreendimento não era Salobrinho. Argumentei informando que o limite do bairro Salobrinho ia até a divisa com Itabuna.

Poligonal estimada dos empreendimentos previstos para Ilhéus e Itabuna.
Não houve meio de convencê-lo. Ele insistia dizendo que o governo devia obrigar a empresa a construir dentro do Salobrinho. Não houve meio de esclarecer que uma empresa tem liberdade de se instalar onde achar mais conveniente, onde seus executivos entenderem que é o melhor local de logística e o melhor local para acesso da grande maioria dos seus clientes etc.
O cabra não aceitou nenhum argumento.
Toco neste assunto devido às discussões estabelecidas recentemente, quanto ao limite territorial de Ilhéus e seus vizinhos, que tiveram uma tentativa de 'esquentamento' através dos comandantes do prestigiado site Pimenta na Muqueca (confira) e pelo material publicado no não menos importante site R2CPress, pelo ilheense José Rezende Mendonça (confira), acusando o governo municipal de amador, no que se refere ao tratamento dado ao problema.
Tenho evitado de todas as maneiras transformar este blog em um veículo 'chapa branca', devido a minha participação no governo municipal, porém, algumas vezes sinto-me obrigado a escrever, sobretudo quando algumas situações exigem. Esta é uma delas.
No mês de novembro passado, durante uma palestra na UESC, conversei com Dra. Rita Pimentel, uma das responsáveis pelo levantamento aerofotogramétrico e aquisição de imagens de satélite para atualização cartográfica do Estado da Bahia. Fui me inteirando aos poucos do assunto.
Por fazer parte da Comissão Municipal de Estatística do IBGE, que ajuda a preparar os trabalhos do Censo que se avizinha, pude constatar (juntamente com outras pessoas) que o levantamento realizado pela Superintendência de Estudos Sócio Econômicos (SEI), para atualização do mapa territorial de Ilhéus, continha alguns equívocos. Imediatamente, dividi o problema com outros companheiros de governo, de modo especial Alisson Mendonça, que assumiu o Planejamento da PMI.
A SEI é o órgão do Estado que tem a competência e responsabilidade para dirimir as dúvidas e estabelecer os limites descritos nas leis que definem os perímetros urbanos dos municípios baianos. O IBGE seguirá as informações decorrentes do trabalho da SEI, e não da Prefeitura de Ilhéus, da Prefeitura de Itabuna, da Ceplac, de Rezende ou de quem quer que seja.
Desta forma, respeito, mas não aceito, a opinião de Rezende, atribuindo 'amadorismo' ao tratamento dado ao problema pelo governo.
É amadorismo procurar resolver o problema com a participação do órgão responsável?
É amadorismo convidar os vizinhos para acompanhar o levantamento e dirimir todas as dúvidas que aparecerem?
Se isso for amadorismo, então o governo é amador.
Penso que chegou o tempo de nos unirmos para buscar o desenvolvimento, buscar o crescimento ordenado, planejado. Acabou o tempo da rivalidade existente entre Ilhéus e Itabuna. Infelizmente descobri isso tarde, contudo, felizmente, descobri!
Somos um só povo, uma só cultura. Em breve seremos uma cidade separada apenas por uma rua. Creio que não verei isso, mas tenho certeza que meus netos verão. Para isso trabalharei enquanto tiver forças, dentro ou fora do governo.
Temos que pensar grande, resolvendo com serenidade os problemas pequenos. Problema grande é desemprego, é a saúde e a educação que deixam a desejar. Problema grande é vermos as drogas corrompendo nossos jovens, problema grande é assistirmos noticiários que só informam o número de mortos no final de semana.
Pensemos juntos, sem buscarmos criticar gratuitamente quem está tentando fazer alguma coisa de boa por todos. É hora de união, é hora de buscarmos soluções conjuntamente. Nosso povo merece isso, principalmente as gerações futuras.

José Nazal
Em tempo: quem nos tem prestado assessoria é o “amador” Guarani Valença de Araripe, que há sessenta anos tenta aprender cartografia.

Gildásio Almeida Santos

Faleceu no início da noite de ontem, em casa, o contador Gildásio Almeida Santos, empresário dirigente da Etecom, empresa que atendia a diversas prefeituras do sul da Bahia.
Gildásio foi presidente do Flamengo Futebol Clube, presidente do Kennel Clube de Ilhéus, presidente do Clube de Pesca de Ilhéus.
Sua história faz parte da história de Ilhéus. Prestou relevantes serviços ao município.
Seu corpo está sendo velado na Loja Maçônica Regeneração Sulbaiana e o sepultamento ocorrerá às 16 horas, no Cemitério da Vitória.
Fica aqui nosso respeito a uma pessoa que olhava os outros de frente e apertava a mão sem falsidade, duas qualidades que, pessoalmente, eu prezo.

domingo, 11 de abril de 2010

Mais dor, mais saudade!


Hoje, às 6 da manhã, mais uma querida amiga foi chamada pelo Pai.
Edna Marion Santos Silva.
Edinha, se neste momento você não estiver no Céu, diante Dele, ninguém nunca foi, nem ninguém irá. Nestes trinta anos de amizade, nunca ouvi você falar sequer que alguém era feio ou ruim. Nunca vi você maldizer ninguém, só bendizer.
O bilhete que você fez para Tatá, (da UTI) após receber o convite para o Chá de Fraldas de Antônio Bernardo, que nascerá em Junho, deixou todos nós emocionados e as suas palavras de bençãos serão concretizadas.
A certeza que você tinha da Ressurreição te colocará frente a frente com Santo Antônio, a quem você sempre devotou uma fé inabalável, tantos nos momentos de dificuldade como nos de agradecimentos pelas alegrias e graças recebidas. Eu dizia que você era tão íntima, que o tratava de 'Toinho'. Muitas vezes pedi para você rezar a 'Toinho' por mim.
Sua paz, sua alegria de viver, sua presença solidária junto a Dalmiro, seu prazer de repartir uma mesa farta, vão nos fazer muita falta.
Um dia nos encontraremos, todos juntos, para cantarmos louvores.
Ninguém é insubstituível, mas você é inesquecível.
O nosso 'Só O Amor Constrói' ficou mais pobre sem a sua presença.
Consegui escrever, enxugando as lágrimas com a saudade que restou.

sábado, 10 de abril de 2010

Adeus a Porrão

Minha semana de trabalho começou no Domingo de Páscoa quando já viajava para Cruz das Almas onde segunda-feira, logo cedo, teria uma reunião entre a Biofábrica e a Embrapa. Na quinta-feira no fim da tarde, já me sentindo cansado, peguei Regina e fui dormir na Sagarana na tentativa de revigorar as forças pra enfrentar a sexta-feira. Quanto no retorno liguei o celular em Coaraci e o sinal de mensagens indicava entre outras, diversas ligações de Marco Lessa. Foi a primeira que retornei, e a noticia era que as coisas não estavam bem. Foi um dia difícil entre compromissos, reuniões e telefonemas pra acompanhar a agonia do que veria a ser seu último dia. Por volta das oito, sentado no senadinho Marco ligou. Aconteceu. Foi assim que seu genro me passou a noticia do fim da agonia do Velhinho, como Marco carinhosamente o tratava. Badalo para a grande maioria, pra mim e Lito meu compadre, “porrão”. Era assim que nos tratávamos. Quando queria pirraçar Regina chamava-a de “moqueca de osso”, mas o trato normal era de “porrona”, alusivo a nós três.
Se for aqui relatar “causos” e fatos desde a nossa adolescência no Colégio Afonso de Carvalho até os últimos dias, passaria horas e horas e certamente dias seriam poucos pra contemplar tudo.
Tivemos o privilégio, eu Regina nossos filhos e primos de Aracaju, de sermos os primeiros da terrinha a pisar em sua casa de campo que ele tratava, ora de “Cantinho do Dengo” ora de “Camp Davis”. Como disse Nazal, “na sua maravilhosa irresponsabilidade séria” nos recebeu parecendo que em vez das dez pessoas que ali estavam o “perparado” era pra mais de trinta. Depois da caranguejada, farta moqueca de robalo, doses “caubói” do “red” a insistência pra que eu colocasse um short e usufruísse um pouco ao cair da tarde do “parque aquático”. Como não fazer seus desejos? Ele o primeiro a cair num “ponta agulha” e por debaixo d’água atravessou toda a extensão da piscina e ao sair na outra extremidade forjando tirar o cabelo que não tinha a muito tempo da testa, esbravejou, “se fui pobre um dia eu não me lembro”.
O seu pulmão resistiu ao fôlego de mais ou menos uns dez metros, não resistiu à água que insistia em encher sua pleura, que lhe incomodou após as seções de quimioterapia, que o fez voltar a ser irreverente quando da primeira vez a drenou e me disse ao telefone ao lado de Maria Clara, “vou direto na pleura e lascar com essa fdp”.
Vá lá irmão, segue o seu caminho, dá um abraço na turma lá de cima, e são muitos. Mesmo lhe contrariando quando me disse pra largar essa luta que hora travo contra o mal que nos fizeram, me dizendo ser nossa região uma “excelente madrasta” e uma “péssima mãe”, continuo aqui cumprindo minha sina até o dia que vamos nos encontrar. O que tiver ao meu alcance farei pra que Maria Clara, sua “chaveirinho”, Luli, Paulinha e Alciatinho tenham forças para passar essa dor. Não esquecerei nunca de “Dona Chica do outeiro da cirica”, nem de “Dona Zefa do caminho da serra preta”, nem de “uala” que você se foi sem explicar a Regina o que era e ela vai me atazanar até meus últimos dias de vida dizendo ser uma travessura nossa. Por tudo isso mais uma vez lembro Nazal, “sua maravilhosa irresponsabilidade séria” vai perpetuar-se em nossos corações enquanto aqui estivermos. Beijo grande.
Henrique.

Meu querido Bob


Esta é a foto que ficará guardada na minha lembrança de meu querido Bob.
Agora ele está fazendo companhia a tio Alciato, tia Gegé e Maurício.
Aqui ficaremos com saudades da sua imensa alegria...
Você será bem recebido para aonde que que você tenha ido porque, enquanto esteve por aqui, você foi:
- um filho dengoso;
- um bom irmão;
- um pai dedicado;
- um primo amoroso;
- um avô carinhoso;
- um marido apaixonado;
- um amigo afetuoso;
- um homem trabalhador...
Vou sentir muitas saudades... Não esquecerei daquela frase que você me dizia cada vez que nos encontrávamos ou falávamos ao telefone e que é impublicável.
Vou voltar à "Toca do Dengo". Lugar que você fez para ser feliz e que é a sua cara.
Vou voltar ao "Lambreta". Lugar onde você recebia seus amigos de Ilhéus e seus amigos de Aracajú que lhe acolheram com tanto carinho.
A esta hora você deve está por aí irradiando sua alegria.
Ah! Bob... Você não devia ter ido tão cedo...
Mas nos encontraremos um dia e você vai me dizer: "Lolita eu quero é que..."
Fique em paz meu primo querido.

Lola

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Meu querido Badalo

Fazem duas horas e trinta minutos que recebi a notícia, através de Henrique Almeida, de que você partiu para o Pai.
Meu coração doído, impediu a cabeça de conseguir escrever alguma coisa naquele momento. Me recordei de dias felizes, de uma amizade forte, da sua alegria contagiante, do seu sorriso largo, de sua cara gorda, de sua careca lustrosa, das gostosas baforadas do cigarro que apressou sua partida.
Para mim (respeitando as opiniões de todos) você era o filho que mas parecia com 'Tiate'. Não fisicamente, mas sim, no modo de ser, de brincar, de sorrir, de viver a vida, de tratar os amigos. Que me perdoem todos os Vieira de Carvalho, porém, essa é minha opinião.
"Mordi uma", para conseguir escrever. "Mordi" dizendo uma trova que foi repetida milhares de vezes por Alciato: 'Vai branquinha / visite a escuridão / molhe tudo lá por dentro / e dê lembranças ao coração'. (desceu inteira!).
No Natal passado, liguei para você, desejando Boas Festas e rogando ao Senhor que lhe concedesse saúde. Foi a última vez conversamos.
Fica aqui, nas minhas palavras bestas, uma homenagem a você, querido amigo, que não abraçarei mais, que não verei mais seu sorriso largo, sua alegria, sua irreverência, sua maravilhosa irresponsabilidade séria. Fico aqui, com uma saudade da porra! Estivemos longe nos últimos anos, mas a distância não matou a amizade sincera.
Creio que, jamais nascerá homem, de barriga de mulher (pra não dizer do lugar verdadeiro) da estirpe de seu pai, da sua estirpe. Pode nascer de robô! Não de mulher.
Quisera lembrar de uma trova que seu pai te ensinou, para poder transcrever seus versos inteirinhos:
"Quando penso e considero
que Garoupa é mãe de Mero,
meus olhos rasam d'água
não choro porque não quero..."

Vai com Deus querido amigo! Fico aqui com saudade. Até um dia!

Nazalino (como você me chamava)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Acabou a agonia

O Colo Colo, mesmo com a derrota de 3x1 para o Ipitanga, conseguiu se manter na primeira divisão.
Lamento o rebaixamento do Itabuna, no ano do centenário da cidade.
A vida continua!