domingo, 19 de julho de 2009

Trivela Ilhéus - A Festa

Ontem aconteceu a quinta edição da Festa Trivela Ilhéus. Nos últimos dias que antecederam a festa, li muitos comentários e ouvi muitos críticas. Decidi esperar o day after para fazer alguns comentários.
A Festa Trivela acontece em 23 cidades de diversos Estados brasileiros. Na Bahia ela ocorre em Salvador, Porto Seguro, Ilhéus e Conquista. Antes de Ilhéus e Conquista a festa acontecia em Itacaré.
Houve tantos empecilhos em Itacaré, que o ASA decidiu fazer a edição de Ilhéus, diga-se de passagem, cada ano melhorando mais a estrutura, segurança e conforto para os participantes.
Na semana passada li o artigo do meu querido amigo, irmão, brimo Rabat, editor do conceituado site R2CPress convocando seus fiéis leitores para se manifestarem. Encontrei comentários sensatos e outros sem nenhum fundamento e o que é pior, a maioria anônima.
Ilhéus recebeu neste final de semana mais de cinco mil turistas, com caravanas vindas de Salvador, Belo Horizonte, Recife (36 pessoas), Manaus (quatro pessoas) e de diversas cidades do interior da Bahia, principalmente da nossa região. Quem duvidar pergunte aos donos de hotéis, pousadas, bares e restaurantes. Não se esqueçam também de perguntar aos taxistas e donos de lojas (principalmente as boutiques de artigos femininos). Convém também lembrar que todos os impostos devidos foram pagos e que os funcionários públicos (estaduais e municipais) receberam tratamento digno, com direito a espaço com conforto, sanitário privativo e alimentação decente.
Quais produtores de festa fazem isso?
Ouvi comentários de que não foi dada oportunidade aos ilheenses para trabalhar. Pergunte a empresa Solar Toldos, a Bôco, a Bicudo, a Soró, a ONG dos catadores de latinhas, a VIP Segurança, a Marcelo Torres, a Soró Pipoqueiro, a Naiara e outros baleiros, dentre outros.
Um anônimo comenta hoje no site R2CPress que os organizadores foram irresponsáveis por fazer uma portaria pequena para o número de pessoas presentes. Qual é a sugestão dele? Fazer a portaria maior que o espaço? O acesso do portão foi liberado às 16:15 horas, com cercas delimitadoras para facilitar a formação da fila. O grande problema é que as pessoas ficam do lado de fora e querem entrar todas de vez quando o artista começa a tocar. Ai veio o tumulto, que foi controlado com a competência e ação rápida da Polícia Militar, auxiliada pela segurança contratada. As fotos abaixo podem provar isso.
O ASA e a produção local se preocupam com o bem estar de todos e sobretudo com a prevenção de problemas, pois existe muita gente que fica torcendo para que algo dê errado. Infelizmente isso é do ser humano. Muitos desejam que as coisas saiam erradas para poder criticar. Normalmente são aqueles que nada realizam.
Antes da festa foi feita uma reunião onde participaram as Polícias Federal, Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, representantes municipais do Trânsito, Fiscalização de Posturas, Fiscalização de Ambulantes, Vigilância Sanitária, Juizado da Infância e Juventude. Tudo foi combinado, tudo foi tratado com antecedência na tentativa de minimizar os problemas. Graças a Deus a festa mais uma vez foi um sucesso. Os problemas que aconteceram foram pequenos e não tiraram o brilho e a alegria daqueles que lá estiveram.
A produção contratou uma empresa de video-monitoramento que auxiliou aa ações das Polícias Civil e Militar. Duas câmeras de grande alcance foram instaladas.
Só me resta lembrar Ibraim Sued: "Os cães ladram mas a caravana passa"

Vista área da festa em fotografia realizada às 14 horas de sábado.

Pátio pronto para a chegada dos paraticipantes (15:30 h)
Segurança a postos.
Demarcadores de filas.
Juizado de Menores e Posto da Polícia Civil.


Posto da Polícia Militar.

Posto Médico para primeiros atendimentos.


Equipe com dois médicos e seis técnicos em enfermagem.
Ambulância UTI para atendimentos de urgência.
Extintores em toda a área da festa, com responsáveis ao lado.
Bar profissional, com equipe de Salvador, especializada
no atendimento de grandes eventos.



Praça de alimentação.




A alegria dos pipoqueiros.

Estrutura de sanitários para conforto dos participantes.



Camarote.

Os primeiros participantes (16:30 h)

13 comentários:

Durval disse...

Naza
Um dos comentários noR2CPres do brimo Rabat foi meu, quando falo da minha preocupação com minha cidade quando vejo comentários como aquele assinado por "filha de Ilhéus" criticando a organização do evento por contratar empresa de fora da cidade, talvez o meu erro foi não assinar, no alto dos meus quase 60 anos não gosto de me expor na net,mas a resposta está ai, um resultado fantástico para todos e aproveito para dar os parabéns a você Sérgio Demostinho e todos envolvidos nesse acontecimento que não faz o meu género,mas reconheço como o mais impotente do turismo privado de Ilhéus desejando que ele permaneça "ad eternum" na nossa cidade. Grande abraço direto da Bahia de São Salvador.
Henrique Almeida

Anônimo disse...

"Ai veio o tumulto, que foi controlado com a competência e ação rápida da Polícia Militar, auxiliada pela segurança contratada. As fotos abaixo podem provar isso."

Ação SOMENTE da Poicia Militar, com SPRAY DE PIMENTA E CACETETES, vale ressaltar.
O portao era minusúsculo para mais de 10.000 pessoas, pessoas desmaiando, gente apanhando... e ninguem viu os seguranças das festas em momento nenhum, ouvi inumeras vezes os pm´s ameaçando "abandonarem" o local, uma vez que a festa é PARTICULAR.
Um absurdo sim!
A festa foi linda, Durval é INQUESTIONAVEL, e uma coisa é o ASA, e outra a organização INFELIZ do evento.

Fotos com os portões fechados SAO LINDAS, poe fotos dos portoes amiga...
Tenho certeza que, se vc pagasse 100 em uma camisa, qd ouvisse o som da Trivela, iria querer (por direito, já que pagou um preço tanto quanto alto), para entrar...
Há quem abuse e queira tumultuar realmente, mas as pessoas queriam entrar.. e a fila estava kilometrica, sem organização nenhum, resultado: O CÁOS FORMADO.

Anônimo disse...

Parabéns Nazal pelas fotos e reportagem.
Vê-se que a organização do evento não poderia ser melhor.O povo desta cidade é que reclama de tudo,só sabe criticar,porisso já perdemos tantas coisas nesta terra.
Parabéns aos organizadores.
Que o trivela continue acontecendo em nossa cidade tão carente destes e de outros tipos de evento.

Mauro Aves disse...

Parabéns Zé Nazal..
Pelo seu brilhante comentário e trabalho no TRIVELA, eu estive presente e pude perceber a GRANDEZA da festa,temos que valorizar sim a nossa gente,mas tb temos que valorizar e qualificar a festa,oferecendo o que é de melhor aqueles que vem curtir, pois pagam caro e tem que ser oferecido o que tem de melhor...

Ednaldo Cavalcanti disse...

Que é o evento é um grande acontecimento regional, é inquestionável. Devemos lutar para continuar na nossa cidade. Mas fechar os olhos para certos detalhes da organização, é no mínimo falta de profissionalimo. Cadê as fotos do tumulto? É preciso haver morte para tomarmos providências. É preciso acontecer para reparar? São nossos filhos que estão na portaria querendo entrar com segurança

Janine Soüb disse...

Quero me inserir no assunto e, se me permitem, colocar algumas palavrinhas:
Quem quer entrar com segurança, entra no horário agendado no bilhete de ingresso e, dessa forma, evitará tumultos como os que ocorreram. Com certeza, essa não foi nem será a primeira e única festa da região a acontecer tal tipo de incidente. Já se tornou uma questão cultural... Inclusive, pude ver de perto alguns outros tumultos durante a festa, que acontecem em TODAS as festas da cidade onde têm álcool, mas rapidamente foram sanados com a presença e atuação da polícia e seguranças do evento. O fato de haver problemas na entrada é puramente uma questão de educação. Foram oferecidos duas horas de antecedência para o acesso... Quanto ao fato de ter pago caro, torna-se mais uma das razões para evitar perder algum minuto da festa. Provavelmente, acusarão o fato de a bebida ser mais barata do lado de fora. Mas aí será uma questão de custo benefício... O que vale mais: sua vida em segurança ou o seu porre?

Anônimo disse...

Amigão, como o Pimenta também entrou nesse parangolé, quero dizer que, da nossa parte, não existe de maneira alguma essa tal torcida para que as coisas deem errado (Deus me livre desse espírito de porco!). Desejo, muito pelo contrário, que todas as realizações desse tipo tenham o maior sucesso possível, pois a nossa região merece e precisa. Os fatos que publicamos, sobre pessoas pisoteadas, arranhadas e assaltadas na entrada do Trivela me foram relatados por uma pessoa que esteve na festa. E foi pessoa da maior credibilidade para mim: a jornalista Ana Paula Pires, que também é policial militar. Ela mesma caiu no chão no meio da bagunça e foi pisoteada (está em casa, aí em Ilhéus, com hematomas que comprovam isso). Sei que o Trivela foi e é um sucesso, mas - como já disse outro comentarista - não se deve fechar os olhos para certos detalhes da organização. Acho que a crítica, nesse caso, ajuda mais do que atrapalha. Basta não vermos a crítica como vuduísmo, má-vontade ou coisa que o valha!

Abração,
Ricardo

Anônimo disse...

Perguntar a Soró pipoqueiro, Bicudo, Naiara, baleiros...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Só voce Nazal!!!!!!
Ass: Caio Taroba - Olivença (ainda estou por aqui)

André Barbosa disse...

André Barbosa diz:
Parabéns Nazal pela a inclusão de comentarios com opiniões divergentes. Contrario ao que muitos pensam, só fortalece e da credibilidade ao seu blog. O sucesso do evento, como vimos, é inquestionável.Os incidentes devem ser estudados.Aguardo o Trivela/2010.

Cleber de Souza-Itabuna disse...

Nazal, você não foi feliz com o comentario "Os cães ladram mas a caravana passa".Foi agressivo aos fãs que se machucaram no evento. Tenho certeza que voce vai repensar. Afinal os comentarios foram construtivos para que o Trivela continue um sucesso.
Comentarios como da Janine Soub de que " acidentes em festas ja se tornou uma questão cultural..." não devemos aceitar; e sim trabalhar para que não aconteça, como tenho certeza que os organizadares o farão.Li comentários de que as pessoas ficam bebendo do lado de fora e entraram no mesmo momento. E as pessoas que chegaram de varias cidades naquele horário?

Marcus Paulo disse...

NAZA, CADÊ AS FOTOS DAS GATINHAS DE VERMELHO. FICOU DEVENDO.

Catucadas disse...

Respondendo a Cleber:
1) Não foi aos fãs que se machuraram que citei Ibraim Sued. O comentário foi dirigido e o alvo está ciente. Desculpe se pareceu atingir as pessoas que realmente podem se reclamar verdadeiramente.
2) Dificilmente a maioria das pessoaas chegam atrasadas. Infelizmente é usual ficar "turbinando" do lado de fora com a cerveja mais barata. É um costume que é difícil mudar.
Respondendo a Marcus Paulo:
Você tem razão quando cobra fotos das gatinhas de vermelho, porém, eu estava com o joelho enfaixado e não pude me locomover no meio do público. Fiquei devendo.
Nazal

Janine Soüb disse...

Oi, Cleber!

Só corrigindo: eu disse "incidentes", e não "acidentes", como você colocou... Para explicar melhor, recorri ao dicionário:
- Acidente: 1. acontecimento casual, fortuito, inesperado; ocorrência. 2. qualquer acontecimento, desagradável ou infeliz, que envolva dano, perda, lesão, sofrimento ou morte
- Incidente: 1. que incide, sobrevém; que tem caráter acessório, secundário; incidental, superveniente.

De um modo ou de outro, o que importa é que eu tentei explicitar que já passei por diversas situações muito parecidas em outros eventos da cidade e que, quando coloquei que é uma questão "cultural", quis trazer à tona a nossa parcela de participação para que essas coisas aconteçam. É muito fácil dizer que a culpa é dos organizadores. Obviamente, eles têm parte nisso, pois dependem do público para que haja sucesso e prosperidade em ações como o Trivela ou outro eventos do tipo.
Mas nós, do lado de fora e do lado de dentro, devemos zelar pela ordem e segurança. Infelizmente, não há como obrigar as pessoas a serem educadas umas com as outras. E essa questão vai muito além, ultrapassando a nossa humilde discussão...
Só me resta torcer para que, nos próximos Trivela's e a cada dia, sejamos mais tolerantes e educados!
Parafraseando João Cabral de Mello Neto: "É a parte que me cabe neste latifúndio"...
Janine.