quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Exemplo para o futuro

Folha on line: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u440719.shtml

Estudantes apanham em lançamento de programa de Marinho; Dilma critica Publicidade


Fotos: Rogério Cassimiro / Folha Imagem

GISELLI SOUZA e DIANA PIMENTEL - colaboração para a Folha Online

Um grupo de dez estudantes apanhou e foi expulso do auditório da Universidade Metodista, em São Bernardo (ABC paulista), quando tentava realizar um protesto no local. O confronto aconteceu no lançamento do plano de governo do candidato do PT à Prefeitura de São Bernardo, Luiz Marinho, que estava acompanhado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e do senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Durante palestra de Dilma, estudantes da Metodista são agredidos por militantes do PT
Os estudantes dizem que queriam protestar contra o barulho causado pela militância petista. "A gente só queria protestar contra o barulho que eles faziam no auditório. Estávamos em aula, mas não dava para escutar nada porque o pessoal do PT fazia um barulho absurdo no auditório", disse Renan Marchesini, 19, aluno do 2º ano do curso de filosofia.


Segundo ele, as agressões contra os alunos partiram de seguranças e militantes do PT. A assessoria de Marinho informa que não havia seguranças da campanha no evento e que não tem controle sobre reações da militância.


Dilma chamou de não-democrático o protesto dos alunos. "Não são democráticas essas manifestações. Porque eles vieram aqui, em um lugar fechado, e se expressaram de uma forma não-necessária. Agora, não vejo um problema nisso. Lamento, mas não se pode fazer disso uma coisa grande."


Ela ainda atribuiu o protesto à disputa eleitoral de São Bernardo. "Em um processo eleitoral esses incidentes acontecem, principalmente quando um candidato está à frente do outro." Os estudantes dizem não ter filiação partidária.


Os alunos registraram boletim de ocorrência na delegacia de Rudge Ramos. Em seguida, eles fariam exame de corpo de delito num hospital da região.


A Metodista informou que vai primeiro apurar os fatos para depois se pronunciar. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), xingado pelos alunos, disse que não ouviu nem viu direito o que aconteceu. "Achei desrespeitoso".


Faixa

De acordo com Marquesini, a briga começou quando os alunos tentaram estender no auditório da Metodista uma faixa. "A faixa dizia: 'Bela maneira de falar de educação: atrapalhando a nossa' Era um protesto bem simples. Eles é que começaram".

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Nazal
Não entendi a sua manchete. Exemplo de qual futuro? Em verdade, é exemplo do passado. A direita é que sempre usou da truculência contra os movimentos democráticos.Aliás, como não tem força para derrubar o governo atual, de centro-esquerda quase centro-centro ( como é reacionária a nossa elite)fica o tempo todo distorcendo fatos e criando factóides, como esse da ABIN (queriam derrubar o Lacerda e conseguiram). Ora, é evidente, que os estudantes foram provocar, a cada ação uma reação, é a Lei de Newton.
Um abraço amigo.
Carlinhos Pereira

Catucadas disse...

Amigo Carlinhos,

Você tem plena razão quando cita a Lei de Newton. Preste atenção e faça a leitura da reação do povo de Ilhéus, em relação ao tratamento de respeito que vem recebendo ao longo do último ano.
Veja como o povo vai responder às mentiras que estão sendo divulgadas diariamente nas ruas e sobretudo a de que o atual governo não terá capacidade de se articular e governar com planejamento.
Jamais devemos subestimar a sabedoria popular!
Essa eleição municipal é absolutamente atípica das últimas 8 que acompanhei de perto. Nunca vi nada igual.
Abraços, Nazal.